Vi, quase em câmara lenta, o café dele ficar parado a meio caminho da boca e os olhos dele a dilatarem com aquele pânico de “espera, ela vai acabar comigo?” digno de uma cena de novela.
Antes que ele começasse a listar todas as vezes que realmente lavou a loiça, apontei freneticamente para o corredor. “Espaço físico, Pipo! Quero conseguir ir do quarto à cozinha sem ter de fazer um salto com barreiras digno de Jogos Olímpicos por causa dos teus fatos de surf.” O alívio que tomou conta dele foi tão intenso que quase caiu da cadeira. Riu-se tanto que se engasgou com o expresso, percebendo que a nossa relação estava ótima — o nosso plano de chão é que estava a falhar. Não estávamos com falta de amor; estávamos apenas com falta de metros quadrados.
Nessa tarde, transformámos a nossa “conversa de separação” num encontro. Fomos até à KUBOO que, sejamos honestos, tem muito mais estilo que a nossa sala de estar. Fomos recebidos por uma equipa que claramente lida com este “stress relacional provocado pela falta de espaço” todos os dias. Não nos deram apenas uma chave; deram-nos um novo começo. Ao caminhar pelos corredores limpos e iluminados, o Filipe olhou para mim e disse: “Acho que as nossas pranchas vão ter uma vida social melhor aqui do que nós.” Agarrámos num monte daquelas icónicas caixas kuboo e começámos a planear a libertação da nossa casa.
A mudança em si não pareceu uma tarefa pesada, mas sim um exorcismo de toda a tralha. Decidimos que o material de campismo que usamos uma vez por ano e a passadeira de corrida que serve de cabide de luxo não pertenciam ao nosso dia a dia. À medida que enchíamos a nossa unidade de self-storage, quase conseguíamos ouvir o nosso apartamento a suspirar de alívio lá ao longe. Não estávamos apenas a guardar coisas; estávamos a curar a nossa vida para que as coisas que realmente amamos tivessem espaço para brilhar.
Nessa noite, pela primeira vez em meses, jantámos à mesa. Sem caixas em cima das cadeiras, sem sapatilhas perdidas por baixo. Brindámos à nossa “separação” — aquela em que separámos a nossa vida quotidiana da montanha de coisas que nos estava a afogar. Afinal, um pouco de magia KUBOO era tudo o que precisávamos para nos lembrarmos por que razão decidimos morar juntos. Não precisávamos de viver em casas separadas; precisávamos apenas que o material dos nossos hobbies tivesse o seu próprio “apartamento”.
Se sentes que as paredes estão a apertar a tua relação, não entres em pânico. Talvez não precises de um terapeuta; talvez precises apenas de uma unidade de armazenamento. Quer seja um hobby partilhado que cresceu demais ou apenas a maré enchente de desarrumação, a KUBOO está aqui para ajudar a respirar. Visita os seus armazéns de self-storage em Carnaxide, Abóboda ou no Seixal e descobre como a vida corre melhor quando finalmente temos espaço para ser feliz.